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## LULA vai QUEBRAR a PETROBRAS e VAI FALTAR DIESEL no Brasil

> Fonte: VEJA
> URL do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=9JFhhBgL41A
> Tags: política, economia, impostos, taxas e tarifas
> video_id: 9JFhhBgL41A

> Referências:
> - VEJA: https://veja.abril.com.br/economia/nova-disparada-do-diesel-poe-em-xeque-pacote-de-lula-para-segurar-precos/
> - CNN Brasil: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/defasagem-do-diesel-no-brasil-beira-os-r-3-e-pressiona-importadores/
> - Importadores apontam risco de escassez do diesel com preço d: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/09/15/importadores-apontam-risco-de-escassez-do-diesel-com-preco-defasado-e-agro-ja-sente-efeito.ghtml
> - Estadão: https://www.estadao.com.br/opiniao/o-problema-do-diesel-defasado/
> - Folha: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/09/preco-do-petroleo-volta-a-assustar-o-mundo-e-o-brasil.shtml
> - Pt: https://pt.euronews.com/2026/08/06/ucrania-ataca-refinarias-no-interior-da-russia-enquanto-moscovo-ataca-uma-estacao-ferrovia
> - Reuters: https://www.reuters.com/business/energy/russia-set-extend-diesel-export-ban-until-end-october-vedomosti-reports-2026-09-16/
> - Vale da Liberdade (site): https://news.mob.tec.br/ep/especial-9JFhhBgL41A.html
> - Vale da Liberdade (matéria transcrita): https://news.mob.tec.br/episodes/especial-9JFhhBgL41A.md

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[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Abertura]

Peter: Fala, pessoal! Aqui é o Peter Albuquerque. Quando eu avisei que o governo atual iria destruindo o caixa das estatais para tentar garantir a reeleição, não era exagero. É exatamente a repetição daquela velha cartilha do partido de 2014, quando represaram as tarifas da Petrobras até quebrar a empresa. Agora, com a cotação do petróleo disparando no mercado internacional por conta de tensões geopolíticas, o Planalto decidiu travar o preço do diesel na marra para esconder a inflação antes do pleito.

Peter: Só que o mercado tem suas regras e não perdoa decisões baseadas em puro desespero político. O resultado dessa maquiagem econômica já começou a aparecer: a defasagem do combustível beira os três reais por litro, a conta não fecha para os importadores privados e o fantasma do desabastecimento voltou a assombrar o país. Quem acha que o monopólio estatal consegue enganar as leis da oferta e da procura por muito tempo vai tomar um choque de realidade.


[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento]

Peter: A situação nos polos de distribuição da Petrobras atingiu um nível crítico. Segundo levantamentos da Abicom divulgados pela imprensa, a defasagem entre o valor praticado internamente e a paridade internacional saltou para até 119%. Na prática, isso significa que a estatal está operando no prejuízo toda vez que vende diesel no mercado nacional, bancando um subsídio disfarçado. Qual é a lógica de forçar uma corporação a queimar margem para bancar propaganda eleitoral? Nenhuma do ponto de vista de gestão, mas todas do ponto de vista de um governo desesperado.

Peter: Existe uma grande ilusão na cabeça do brasileiro médio de que o país é blindado de crises externas porque produz muito petróleo. É verdade que empatamos na produção bruta, mas o nosso petróleo é pesado e as refinarias nacionais não têm capacidade de processar tudo e transformar no diesel que move os caminhões. Precisamos exportar o óleo cru e importar o produto refinado. Se a cotação internacional do barril sobe, o custo de importação acompanha na hora. Negar esse fato básico da economia global é ignorância ou pura má-fé.

Peter: Quando o Estado impõe um teto artificial ao preço do combustível, acontece o efeito previsível de qualquer controle de preços na história: o produto simplesmente some. Como os importadores privados não são entidades de caridade para comprar caro lá fora e revender no Brasil com prejuízo, eles simplesmente interromperam as compras. Em setembro, as importações de diesel desabaram. O resultado de ter um preço baratinho no papel, mas zero combustível na bomba, é que o consumidor fica sem opção alguma. É a escassez planejada via burocracia.

Peter: O momento escolhido pela gestão estatal para aprontar esse espetáculo não poderia ser pior. Estamos na janela mais crucial para o agronegócio brasileiro, fase de escoamento da safra atual e preparo para o plantio da próxima safra. O campo depende diretamente do diesel para operar tratores, colheitadeiras e logística pesada. Com o alerta dos importadores sobre o risco iminente de falta de combustível nas distribuidoras regionais, corre-se o risco real de paralisar a produção agrícola e provocar uma quebra de safra por pura irresponsabilidade governamental.

Peter: Para piorar o cenário do lado da oferta global, a Rússia parou de vender diesel barato para o mercado internacional. Depois de passar meses comprando aquele diesel com desconto vindo de Moscou, o Brasil ficou a ver navios. A Ucrânia intensificou seus ataques de drones contra instalações petroquímicas e refinarias russas em várias regiões do país. A capacidade de refino da Rússia despencou tanto que o governo de Vladimir Putin estendeu a proibição de exportação do combustível. O suprimento barato acabou do dia para a noite.

Peter: Além da parada russa, o gargalo logístico no Oriente Médio voltou a estrangular o transporte marítimo de petróleo. Militantes Rutes do Iêmen tomaram o controle da Ilha de Perim, no estreito de Bab al-Mandab, criando um novo nó estratégico que ameaça as rotas do Mar Vermelho para o Canal de Suez. Com o Estreito de Ormuz também sob constante ameaça do Irã, a logística internacional virou um caos. Os custos de frete e seguro dispararam, empurrando o preço global das cotações ainda mais para cima.

Peter: O que estamos testemunhando é a aplicação clássica dos incentivos perversos da intervenção estatal. O governo finge que protege o consumidor ao represar preços na Petrobras, mas na prática está preparando uma bomba-relógio fiscal e cambial. Se o mercado internacional continuar estressado, a conta dessa fatura represada vai ser cobrada com juros e correção após as urnas. Foi exatamente essa mesma palhaçada e irresponsabilidade que quase levou a Petrobras à falência no passado e causou uma imensa recessão.


[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Fechamento]

Peter: Não existe almoço grátis quando o assunto é economia real. A ilusão de que o Estado pode controlar cotações internacionais na canetada dura só até o combustível acabar no posto. O ajuste virá inevitavelmente, seja por meio de um mega-reajuste na gasolina e no diesel após a eleição, seja pela falência operacional das distribuidoras. Quem paga a conta no final é o trabalhador e o produtor rural que bancam esse rombo no bolso.

Peter: Se você quer continuar entendendo os bastidores da economia sem os eufemismos da imprensa tradicional e sem a maquiagem das estatais, inscreva-se aqui no canal e ative as notificações. Deixe seu comentário sobre como a escassez de diesel afeta a sua região. Eu sou o Peter Albuquerque, obrigado pela audiência e até a próxima!
