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## IRMÃOS BATISTA Compram a AVIBRÁS e o Capitalismo de Compadrio

> Fonte: VEJA
> URL do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=EZLsXSYUPwM
> Tags: política, economia, corrupção
> video_id: EZLsXSYUPwM

> Referências:
> - VEJA: https://veja.abril.com.br/brasil/familia-batista-compra-100-da-avibras-e-amplia-atuacao-no-setor-de-defesa/
> - G1: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/08/21/jandf-de-wesley-e-joesley-batista-compra-fabricante-de-armas-de-guerra-avibras.ghtml
> - J&F compra 100% da Avibras, fabricante do sistema Astros: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/08/21/jf-dos-irmaos-batista-compra-100-da-avibras.ghtm
> - Vale da Liberdade (site): https://news.mob.tec.br/ep/especial-EZLsXSYUPwM.html
> - Vale da Liberdade (matéria transcrita): https://news.mob.tec.br/episodes/especial-EZLsXSYUPwM.md

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[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Abertura]

Peter: Se você quer ficar bilionário no Brasil, esqueça a inovação, o atendimento excelente ao cliente ou os riscos do livre mercado. O investimento com o maior retorno sobre o capital neste país é comprar político. E ninguém domina essa engrenagem com tanta maestria quanto os Irmãos Batista. Eles entenderam perfeitamente como funciona o teatro do poder em Brasília.

Peter: A mais nova cartada do grupo, através da sua gestora de investimentos, foi a compra da Avibrás. Para quem não conhece, a Avibrás é a principal empresa da indústria bélica brasileira, responsável por tecnologias de ponta em defesa. A empresa estava afundada em dívidas, à beira da falência total e em recuperação judicial. Mas o que parecia um abacaxi podre para qualquer investidor comum virou um prato cheio para quem sabe operar nos bastidores do Estado.


[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento]

Peter: Para entender como a Avibrás chegou a essa situação trágica, nós precisamos olhar para os erros grotescos da gestão estatal nos últimos anos. Durante o auge da guerra entre Rússia e Ucrânia, o ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu uma falha monumental: ele se recusou terminantemente a vender os sistemas de artilharia e mísseis Astros para os ucranianos. A justificativa do governo da época era não desagradar Vladimir Putin para continuar comprando fertilizantes russos. O resultado? O governo brasileiro preferiu ficar em cima do muro em um conflito internacional do que permitir que uma indústria nacional vendesse seus produtos para quem realmente precisava.

Peter: Em um mercado livre e funcional, equipamentos militares testados em combate de alta intensidade se tornam sucessos imediatos de vendas globais. Todos os fornecedores que abasteceram a Ucrânia viraram referência e fecharam contratos bilionários no mundo inteiro. A Avibrás tinha excelente tecnologia e uma linha de produtos invejável, mas foi proibida pela burocracia de Brasília de lucrar e salvar suas próprias finanças. O protecionismo e a neutralidade de fachada do Estado acorrentaram a empresa, gerando greves intermináveis que duraram mais de um ano e arrastando a fábrica para uma recuperação judicial profunda.

Peter: Aí entra em cena a perfeita sintonia entre a elite socialista de Brasília e os empresários de estimação. Logo em seguida, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a repetir a ladainha de que o Brasil precisa investir na soberania nacional, aumentar o orçamento das Forças Armadas e injetar recursos na indústria de defesa. Veja bem como a mágica acontece: o Estado primeiro sufoca e quebra a empresa privada impedindo-a de negociar no mercado internacional. Depois, os amigos do regime compram essa mesma empresa a preço de liquidação. E no terceiro ato, o governo promete irrigar essa mesma empresa com contratos bilionários e suculentos do Exército Brasileiro.

Peter: É o clássico capitalismo de compadrio. Não existe mistério nem genialidade empreendedora nisso, existe apenas acesso privileged às canetadas de Brasília. Lembrem-se da trajetória do grupo dos Irmãos Batista. Eles começaram como um mero frigorífico, um abatedouro de carne. Após entrarem nos escândalos da Lava Jato, pagarem multas e responderem a processos, eles se mantiveram alinhados com o projeto político da esquerda. A aposta deles deu frutos absurdos. Nos governos Lula, eles deixaram de ser apenas produtores de proteína para se tornarem detentores de distribuidoras de energia elétrica no país, como a Eletroamazonas e a Eletrororaima.

Peter: Agora, além de carne e energia, eles são donos da principal fabricante de armas e mísseis do Brasil. Tudo isso com o beneplácito, a regulação favorável e o financiamento implícito do próprio Estado. Enquanto o verdadeiro empreendedor brasileiro enfrenta uma montanha de impostos, burocracia sufocante, leis trabalhistas arcaicas e o risco real de ir à falência a cada mês, os grandes grupos econômicos conectados ao poder estatal operam sem risco de mercado. Se a empresa vai mal, o governo cria uma solução. Se falta demanda, o governo vira o comprador exclusivo.

Peter: O imposto é roubo e a coerção estatal é a ferramenta que torna essa farra possível. Cada centavo que vai para esses contratos suculentos de defesa sai diretamente do suor do trabalhador brasileiro, que é obrigado a sustentar esse monopólio sob a ameaça da violência estatal. O discurso da 'soberania nacional' é apenas uma capa bonita para esconder a transferência massiva de renda da população mais pobre para os bolsos de oligarcas amparados pelo governo.


[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Fechamento]

Peter: A lição que fica desse escândalo velado é cristalina: enquanto o brasileiro continuar acreditando que o Estado é a solução para a economia ou para a defesa, ele continuará sendo a vítima perfeita desse sistema parasitário. O verdadeiro progresso só nasce da liberdade de mercado, do direito de propriedade inviolável e da concorrência sem privilégios.

Peter: Portanto, abra os olhos. Quando o político da vez falar em 'reindustrialização' ou 'investimento público na defesa', pode ter certeza: os amigos do rei já compraram as ações e você é quem vai pagar a conta. Pense nisso, questione o status quo e não aceite que o seu dinheiro sirva de alimento para o monstro estatal.
