# BRASIL E MUNDO — Web Jornal Vale da Liberdade
## Ex-COMANDANTE da FAB e a Polêmica do GOLPE em LIVRO

> Fonte: comandante da FAB
> URL do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=TBH_GqjO3Ew
> Tags: ditadura judiciária, política
> video_id: TBH_GqjO3Ew

> Referências:
> - comandante da FAB: https://www.poder360.com.br/poder-justica/risco-de-golpe-foi-iminente-sob-bolsonaro-diz-ex-comandante-da-fab/
> - Metrópoles: https://www.metropoles.com/brasil/ex-comandante-da-fab-diz-ter-temido-golpe-no-governo-bolsonaro
> - Cartacapital: https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/ex-comandante-da-aeronautica-aponta-participacao-de-anderson-torres-em-plano-golpista/
> - X: https://x.com/leandroruschel/status/2089740735981453648
> - Vale da Liberdade (site): https://news.mob.tec.br/ep/especial-TBH_GqjO3Ew.html
> - Vale da Liberdade (matéria transcrita): https://news.mob.tec.br/episodes/especial-TBH_GqjO3Ew.md

---

[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Abertura]

Peter: O aparato estatal ataca novamente, e dessa vez com requintes de ficção literária patrocinada diretamente pela coerção judicial de Brasília.

Peter: O ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Batista Júnior, resolveu lançar um livro para narrar o que ele chama de uma suposta iminência de golpe de Estado no Brasil.

Peter: Mas não se engane com esse teatrinho: quando o Leviatã puxa a coleira e ameaça a destruição total de reputações e vidas, até burocrata de farda assina qualquer narrativa para comprar a própria liberdade.


[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento]

Peter: Vamos encarar a realidade dos fatos sem o filtro higienizado do jornalismo tradicional. Quando o Supremo Tribunal Federal e a sua engrenagem de ditadura judiciária colocam a máquina de moer gentes para funcionar, o indivíduo isolado vira pó. O que vimos acontecer com delatores e testemunhas no inquérito do tal golpe não foi investigação legítima, foi chantagem institucional pura e simples.

Peter: A burocracia estatal ameaça prender parentes, tomar bens, destruir carreiras e jogar o sujeito numa cela por tempo indeterminado. Diante do monopólio da violência e da força bruta do Estado, pouquíssimas pessoas conseguem resistir. O próprio ex-comandante da FAB tinha um discurso completamente diferente no passado. Ele cansou de deixar claro que o verdadeiro golpe institucional no Brasil foi a manobra do STF para soltar o Lula.

Peter: Agora, de uma hora para outra, o mesmo brigadeiro muda drasticamente de postura, lança um livro e se pinta como uma trincheira antigolpista. Alguém realmente acredita que isso é iluminação de consciência? Claro que não. Isso é o preço cobrado pelos inquisidores judiciais para que o ex-comandante não virasse alvo direto de uma ordem de prisão. Ele entrega a narrativa perfeita num livro impresso e, em troca, ganha o salvo-conduto burocrático para manter a própria liberdade e tentar salvar o que restou da biografia dele.

Peter: Olhem para a tese absurda que tentam emplacar: 'tentativa de golpe' sem qualquer execução. Na lógica mais básica, se não há ato de execução, não existe tentativa, e sem tentativa não existe crime algum. É um malabarismo analítico grotesco feito para alimentar o circo político. O caso do Peru com Pedro Castillo deixa isso muito transparente. Ele foi para a televisão oficial, decretou o fechamento do Congresso e tentou tomar o poder absoluto na marra. O plano deu errado e ele acabou preso. Aquilo foi uma tentativa real de golpe de Estado.

Peter: No Brasil, o que existiu de fato? Reuniões de bastidor, insatisfação generalizada, discussões de cenários e queixas fundamentadas sobre a falta de transparência no processo eleitoral. Convenhamos, o dedão estatal na balança das eleições existiu e todo mundo presenciou a interferência escancarada. Mas ter conversas, especular possibilidades e sentir indignação não constitui tentativa de golpe de espécie alguma.

Peter: Se o ex-presidente realmente quisesse dar um golpe de Estado, ele detinha a caneta e o comando das Forças Armadas. Ele era o chefe supremo. Se os comandantes da FAB e do Exército se recusassem a seguir ordens, bastava ao presidente demitir os dois na mesma hora, nomear burocratas alinhados e assinar o decreto. A estrutura estatal funciona na base da hierarquia cega e da força coercitiva. Se ele não fez nada disso, foi porque fez a leitura correta de que um movimento desse tipo seria inútil e mergulharia o país numa guerra civil sangrenta.

Peter: A grande ironia de toda essa história é ver o judiciário, que detém o monopólio da violência, acusar os outros de ameaça à democracia enquanto usa o medo, a coerção e a força bruta para arrancar depoimentos e validar livros encomendados. O Estado gera o pânico, força o indivíduo a colaborar pela dor, e depois vende essa narrativa fabricada como a grande salvação da pátria.


[QUADRO: BRASIL E MUNDO — Fechamento]

Peter: O livro do ex-comandante da FAB não é uma revelação histórica, é apenas o recibo de um acordo de sobrevivência sob a arbitrariedade da ditadura judiciária.

Peter: A lição libertária é sempre a mesma: não confie em narrativas oficiais nem na suposta proteção das instituições estatais. Questionem a burocracia, rejeitem a coerção e defendam a liberdade individual. Deixe seu like, se inscreva no canal e até a próxima.
