BRASIL E MUNDO — Abertura
Uma narrativa absurda circulou pelas redes no último final de semana tentando colar a pecha de inimigo da fé em Flávio Bolsonaro, com a historinha fiada de que ele pretendia simplesmente canetar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
O objetivo rasteiro do aparato petista era óbvio: jogar os católicos contra o candidato, criando um factóide do zero enquanto o país afunda em problemas reais que o Estado mesmo gera todos os dias.
Mas a resposta do candidato veio com uma cartada inesperada que expôs a cúpula da CNBB, e o detalhe que a grande imprensa tentou abafar nessa história toda muda completamente o tabuleiro político, e eu te conto agora os bastidores desse xadrez.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos aos fatos frios e calculados que a turminha do jornalismo estatista tenta ignorar solenemente. Durante a entrevista em Goiânia, Flávio Bolsonaro apontou o dedo para integrantes da CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, acusando abertamente o grupo de ajudar a disseminar a tal mentira sobre a padroeira. O Correio Brasiliense correu para blindar a instituição, reclamando que o candidato fez a acusação sem apresentar provas formais instantâneas. Mas repare bem no nível da confusão mental que a imprensa corporativa tenta empurrar para o pagador de impostos. O projeto que mexia no feriado de 12 de outubro foi apresentado em 2007 por um deputado da base do próprio governo Lula, o falecido Victório Galli, e foi arquivado no ano seguinte pela Câmara. Ou seja, requentaram uma pauta de quase vinte anos atrás para fabricar um escândalo artificial.
Aqui entra o primeiro grande tropeço intelectual dos defensores do establishment que acham que conhecem a religião do povo. Muita gente da esquerda chiou, dizendo que o senador estava atacando frontalmente a Igreja Católica. Ora bolas, quem conhece o mínimo da estrutura eclesiástica sabe perfeitamente que a CNBB não é o Vaticano, não faz parte da hierarquia oficial da Igreja e opera como uma associação civil autônoma fundada por bispos locais. É basicamente um clube particular que alguns religiosos formaram para discutir pautas com forte viés de esquerda, simpáticos à Teologia da Libertação e a figuras como Leonardo Boff. Atacar essa cúpula politizada não é atacar a fé católica de ninguém; é apenas constatar o óbvio ululante sobre um braço ideológico que atua abertamente na política partidária brasileira.
Aliados de campanha de Flávio tentaram pintar o movimento como um erro crasso de cálculo na reta final do primeiro turno, temendo que a briga com os bispos provocasse uma reação em massa nos púlpitos do país. Mas vamos ser pragmáticos e olhar para a realidade dos fatos sem ilusões românticas. Se essa cúpula esquerdista da CNBB quisesse fazer campanha contra o candidato de direita nos templos, eles já fariam isso de qualquer maneira, com ou sem declaração pública. Não existe inocência nesse jogo institucional. A própria entidade publicou uma nota oficial de esclarecimento repudiando a associação com a fake news e negando qualquer envolvimento na tramitação do boato. E sabe qual foi o resultado prático disso? A própria nota da CNBB acabou por atestar e confirmar publicamente que a história era uma mentira inventada para atacar a campanha.
Parece piada pronta, mas o tiro saiu totalmente pela culatra dos criadores da mentira. Ao publicar a nota exigindo respeito institucional, a cúpula da CNBB acabou carimbando o selo de que a historinha da padroeira era pura desinformação. Com isso, o candidato converteu um ataque sujo em uma oportunidade de ouro para se aproximar diretamente do eleitorado católico conservador, participando de podcasts voltados para esse público e posando com imagens sacras. É o clássico exemplo de quem entra na brincadeira para desestruturar a narrativa alheia e acaba saindo fortalecido no fluxo de caixa político. Enquanto o aparato estatal e os beneficiários da máquina pública tentavam fabricar um escândalo moral, o efeito prático foi esvaziar o assunto em poucos dias, deixando a oposição sem discurso.
O roteiro é sempre o mesmo, previsível como a cobrança de impostos no boleto. A máquina de difamação cria um espantalho moral, a imprensa amiga repercute à exaustão e os intelectuais orgânicos do sistema choramingam quando alguém ousa revidar à altura. Mas quando o indivíduo expõe a engrenagem e usa as regras do jogo contra os próprios donos do poder, o castelo de cartas desmorona em questão de horas. O barulho ensurdecedor da semana passada virou um silêncio constrangedor hoje, soterrado por outras mancadas homéricas do governo na economia e nas entrevistas públicas. No fim das contas, tentar manipular a fé alheia para ganho político é o modus operandi de quem não tem nenhuma entrega real para mostrar à sociedade.
E sabe o que é mais cínico nisso tudo? Enquanto os burocratas do Estado e seus satélites ideológicos gastam energia mental criando factóides para distrair o gado eleitoral, a inflação corrói o poder de compra e a carga tributária continua esfolando quem produz riqueza de verdade neste país. O Estado não quer saber de valores, de religião e muito menos da sua liberdade individual; o objetivo final é sempre o controle absoluto da narrativa e a manutenção dos privilégios corporativistas de quem vive às custas do pagador de impostos. Por isso que terceirizar a esperança para a classe política é um exercício completo de ingenuidade. Nenhuma canetada em Brasília vai salvar a sua vida ou blindar o seu futuro.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
A única certeza que temos é que a máquina estatal vai continuar tentando inventar crises para justificar mais intervenção, mais burocracia e mais impostos sobre o seu trabalho.
A saída verdadeira é sempre individual e passa por proteger a sua família, blindar o seu patrimônio e manter a sua mente livre dessas narrativas teatrais. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.