BRASIL E MUNDO — Abertura
Enquanto a grande mídia foca toda a atenção no crescimento da direita em regiões da Alemanha, a verdadeira tragédia política acaba de acontecer bem no coração de Berlim com o avanço da extrema-esquerda.
A imprensa trata a nova figura carismática da esquerda como uma heroína social, ignorando completamente o rastro de destruição econômica que esse mesmo discurso já deixou em cidades como Nova York.
Mas o detalhe que a grande mídia fez questão de enterrar nas notas de rodapé envolve promessas absurdas de desapropriação e controle de preços, e eu vou te mostrar agora o tamanho dessa conta.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Teve mais duas eleições regionais na Alemanha, uma na região de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental e outra na cidade de Berlim. Nessas urnas, vimos um crescimento expressivo do partido AFD e uma retração da CDU, a centro-direita tradicional. Só que, como sabemos, a direita pró-rússia daquele grupo não tem projeto ético viável e acaba isolada politicamente, sem conseguir formar governos. O verdadeiro perigo institucional que surge com força total é o partido de extrema-esquerda local, liderado por figuras que aplaudem o controle estatal da vida alheia, ignorando toda a evidência histórica de que coletivismo gera escassez e pobreza generalizada onde quer que seja aplicado ao redor do globo. É impressionante notar como o eleitor urbano parece ignorar as lições mais básicas da história econômica recente, preferindo o conforto psicológico das falsas promessas coletivistas à dura realidade da liberdade de mercado.
O grande cavalo de batalha dessa turma em Berlim é a crise habitacional, apresentada teatralmente como a maior questão social da cidade. A solução mágica defendida pela nova liderança é a regulamentação severa de aluguéis e a expropriação de grandes empresas imobiliárias. Parece piada de mau gosto, mas não é. Imagine você ser uma corporação que investiu bilhões construindo prédios inteiros dedicados exclusivamente à locação, apenas para ver o governo confiscar seu capital e destruir as regras básicas de mercado com uma simples canetada coletivista, rasgando contratos e violando o sagrado direito de propriedade. Trata-se de um precedente perigoso que transforma o estado de direito em mera letra morta ao sabor da conveniência ideológica do governante de plantão.
Vamos examinar friamente os incentivos perversos gerados por essa medida autoritária. Se o Estado confisca empreendimentos imobiliários e proíbe o retorno financeiro legítimo do investidor, o resultado prático é o fim imediato de novos investimentos no setor. Ninguém em sã consciência vai colocar dinheiro pesado para construir apartamentos se o governo avisa previamente que vai roubar o fruto desse trabalho produtivo. Menos construções significam oferta menor para uma demanda que continua idêntica ou crescente, criando um gargalo artificial na economia urbana. Esse ciclo destrutivo de desincentivo econômico acaba punindo justamente os mais vulneráveis, que passam a disputar migalhas em um mercado totalmente asfixiado pela burocracia estatal.
E sabe o que é mais cínico nisso tudo? O roteiro é sempre o mesmo e fracassa em qualquer lugar do planeta. A própria cidade de Berlim tentou congelar aluguéis anos atrás, na época da pandemia, com a promessa salvacionista de baratear a vida dos inquilinos. Qual foi o resultado mensurável e amplamente documentado? A oferta despencou drasticamente, os imóveis sumiram do mercado formal de locação e os preços reais dispararam ainda mais para quem desesperadamente precisava alugar. É a velha lei de oferta e procura sendo brutalmente atropelada pela ignorância burocrática dos tecnocratas que acham que podem revogar as leis da física econômica com decretos arbitrários.
Se essa empresa privada estivesse gerindo um negócio comum com critérios reais de mercado e falisse, os donos arcariam com o prejuízo e o cliente buscaria alternativas viáveis. Mas no monopólio político e na sanha intervencionista, o Estado decreta a falência regulatória do setor privado, proíbe o cliente de encontrar soluções espontâneas e ainda tem a audácia de culpar o livre mercado pelos desastres causados pelas próprias intervenções estatais. O resultado desastroso é inflação galopante de aluguel, escassez crônica de moradia e a fuga em massa de capitais produtivos para regiões infinitamente menos insanas, empobrecendo a sociedade como um todo.
Enquanto isso, a grande imprensa mainstream aplaude a nova liderança esquerdista chamando-a de carismática, enquanto rotula qualquer opositor de direita com adjetivos pejorativos e cordas vocais histéricas. O duplo padrão é evidente para qualquer observador honesto. A esquerda destrói o tecido econômico com políticas de expropriação soviética, mas ganha tapete vermelho nos principais jornais, enquanto o cidadão trabalhador paga a fatura dessa festa populista com inflação, carestia e total falta de opções no mercado imobiliário europeu, mostrando que o socialismo nunca muda de métodos, apenas repete seus erros com novas roupagens.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
A ilusão estatista de que canetadas socialistas podem revogar as leis imutáveis da economia gera apenas miséria planejada e escassez garantida para quem vive nas grandes cidades europeias.
A única defesa real contra a sanha arrecadatória e expropriadora dos burocratas é a descentralização, a responsabilidade individual e a proteção firme do seu próprio patrimônio familiar, sem esperar absolutamente nada da classe política. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.