BRASIL E MUNDO — Abertura

Clientes do Banco do Brasil e do Bradesco enfrentam bloqueios repentinos de cartões e sumiço de limites de crédito.

Enquanto o governo finge que debate quantas linhas de crédito o cidadão pode ter, a canetada invisível já age na conta do pagador de impostos.

Mas o detalhe que a grande imprensa enterrou nas notas de rodapé mostra que o cerco ao seu bolso começou bem antes do prazo oficial, e eu vou te revelar agora o tamanho dessa conta.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

A mecânica dessa intervenção estatal opera nos bastidores com a cumplicidade direta de instituições bancárias públicas e privadas. O Banco do Brasil, controlado diretamente pelo Poder Executivo, e o Bradesco, que costuma se alinhar com extrema fidelidade às diretrizes que emanam de Brasília, começaram a cortar limites e cancelar cartões de clientes bem antes da data limite anunciada para trinta e um de outubro. O cidadão tenta realizar uma compra rotineira na função débito ou consulta o aplicativo do banco e simplesmente se depara com a recusa do pagamento ou com o sumiço repentino da sua linha de crédito, mesmo ostentando saldo positivo e histórico impecável de honra aos seus compromissos financeiros.

Trata-se de um incentivo perverso inerente à própria estrutura da burocracia estatal, perfeitamente compreensível para qualquer um que analise a dinâmica do poder sem lentes cor-de-rosa. O governo gasta recursos de forma totalmente descontrolada, aparelha a máquina pública com correligionários e financia déficits fiscais gigantescos que empurram a inflação para cima e mantêm a taxa básica de juros em patamares estratosféricos. Quando o trabalhador se vê sufocado pelas dívidas resultantes desse ambiente econômico tóxico criado pelo próprio Estado, a narrativa oficial realiza uma pirueta cínica para culpar o indivíduo, tratando a liberdade de escolha como se fosse um vício perigoso que exige a tutela de burocratas.

Imagine por um instante o Estado brasileiro operando sob as regras do livre mercado como se fosse uma empresa privada à beira do colapso financeiro. Trata-se de uma corporação profundamente ineficiente, atolada em dívidas e deficitária, que proíbe o consumidor de rescindir o contrato, determina arbitrariamente quantos produtos ele pode utilizar e decide até quantas televisões o cidadão tem o direito de colocar na sala da própria casa. Se qualquer empreendimento privado tentasse impor esse nível grotesco de autoritarismo e ineficiência sobre sua carteira de clientes, seria sumariamente abandonado, processado por abusividade, abrindo falência em questão de semanas para dar lugar a concorrentes competentes.

O ritmo da ingerência estatal é ditado pela volatilidade das declarações oficiais. O governante de plantão acorda de mau humor, concede uma entrevista a um podcast popular afirmando que pretende limitar o acesso aos cartões, e no dia seguinte volta atrás tentando reescrever a história ao declarar que o cidadão pode ter quantas linhas quiser. O problema é que a engrenagem burocrática dos bancos, ávida por prestar vassalagem ao poder central, já deu a ordem de corte preventivo nos sistemas. O estrago operacional está feito, a instabilidade se espalha, e quem paga a conta do ruído político é o cidadão comum impedido de transacionar.

E o cinismo ganha contornos ainda mais graves quando observamos a justificativa paternalista usada por Brasília. O mesmo governo que destrói a moeda com gastos desmedidos e distribui privilégios para aliados vem a público dizer que o cidadão humilde não tem capacidade mental para gerir o próprio orçamento diário. O brasileiro trabalha de sol a sol, produz riqueza real, recolhe impostos extorsivos e deseja apenas a liberdade elementar de decidir como utilizar seu cartão ou seu saldo bancário, mas é barrado por um aparato autoritário que se julga dono absoluto da renda nacional e tutor moral de cada trabalhador.

Isso é um absurdo inaceitável. O burocrata não produz um centavo de riqueza. Ele apenas consome e regula.

O padrão de idas e vindas da regulação estatal repete o mesmo enredo observado em outras pautas econômicas, do imposto de importação às regras de apostas eletrônicas. Primeiro o governo acena com a arrecadação ou com a proteção paternalista, depois recua ao sentir a rejeição popular, enquanto a burocracia bancária aproveita a névoa para restringir garantias e empurrar o cliente para condições menos favoráveis. O objetivo de fundo de toda essa sanha normativa nunca foi proteger o consumidor indefeso, mas sim garantir o controle estrito sobre o fluxo de capitais e manter a sociedade produtiva subordinada às conveniências do Tesouro Nacional.

As consequências práticas dessa intromissão autoritária atingem em cheio o planejamento familiar e o fluxo de caixa das pequenas empresas. Quando um banco descontinua linhas de crédito sem aviso prévio, ignora saldos disponíveis em conta corrente ou rejeita cartões na função débito sob o pretexto de reavaliação de risco, o pequeno empreendedor fica impedido de pagar fornecedores e a dona de casa não consegue quitar as compras no mercado. Esse cerco financeiro antecipado prova que o planejamento centralizado é o maior inimigo da estabilidade econômica individual, destruindo a previsibilidade do cidadão e transformando o direito de usar o próprio dinheiro num privilégio concedido pelo Estado.

A lição que fica dessa lambança regulatória é cristalina: quando o Estado se arroga o direito de decidir até mesmo sobre a quantidade de cartões que você pode carregar na carteira, ele está afirmando que a sua propriedade privada não pertence a você. Enquanto o discurso político oscila entre proibições e recuos populistas, a burocracia dos bancos cumpre o papel de capitão do mato financeiro, minando a autonomia de quem produz riqueza de verdade.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Até quando você vai aceitar que burocratas decidam quantas linhas de crédito ou quantas ferramentas de pagamento o seu dinheiro honesto pode sustentar?

A defesa do seu patrimônio e da sua liberdade é estritamente individual, e esperar coerência da politicagem estatista é um erro que custa caro. Proteja sua família e sua autonomia longe das garras do planejamento central. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.