BRASIL E MUNDO — Abertura
Bateu o desespero na campanha de Lula no segundo turno depois de ver a fatura do primeiro turno chegar com Flávio Bolsonaro quase dois por cento à frente.
A narrativa oficial dos assessores e das manchetes amestradas tenta vender a farsa de que a distância é minúscula e fácil de virar, fingindo ignorar que o pagador de impostos cansou de sustentar o banquete dos burocratas de Brasília.
Mas o detalhe que a cúpula partidária tentou esconder a sete chaves nos bastidores de Brasília muda completamente o jogo, e eu vou dissecar agora essa cartilha do pânico que vazou nos grupos internos.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
A cúpula governista convocou uma reunião de emergência com aliados a portas fechadas porque os cálculos internos derreteram por completo. O plano original previa vencer logo de cara ou abrir uma folga confortável de três a cinco pontos percentuais para administrar a máquina estatal. Estar dois pontos atrás representa um abismo aritmético intransponível. A imensa maioria dos votos de outros candidatos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, já migrou em bloco para a oposição. Até os votos de quem liberou bancada ou ficou em cima do muro caminham para a rejeição do lulismo, criando um teto de vidro muito baixo para quem depende exclusivamente de narrativas fabricadas pelo consórcio midiático. E essa sangria de votos começou a expor o desespero nos bastidores da propaganda oficial.
Para estancar a sangria, a ideia brilhante dos marqueteiros governistas é demitir o comando atual da comunicação e cogitar o retorno triunfal de João Santana, o artífice das velhas campanhas do partido. Olha que espetáculo previsível: para tentar convencer o cidadão de que o governo mudou, a solução é resgatar as figuras mais emblemáticas dos escândalos do passado recente. É a lógica pura da quadrilha estatal. Em vez de cortar privilégios, reduzir ministérios ou estancar o parasitismo fiscal, a prioridade absoluta da cleptocracia é turbinar a máquina de propaganda com técnicas antigas de assassinato de reputações para manter o controle do cofre público a qualquer custo. O roteiro é sempre o mesmo. Mas trocar a vitrine de um negócio podre não atrai novos clientes no mundo real.
Pense no Estado como uma corporação falida e ineficiente que quebrou as contas dos próprios clientes e agora descobre que os usuários estão cancelando o serviço em massa. Em um mercado concorrencial legítimo, essa diretoria incompetente seria destituída sumariamente e a empresa abriria processo de falência. Na política partidária, como o cliente é mantido como refém pelo monopólio da violência legal, a diretoria falida simplesmente convoca reuniões emergenciais para discutir novas formas de maquiagem contábil e promessas mirabolantes. Cogitam até acenar com Geraldo Alckmin na Fazenda para enganar os ingênuos do mercado financeiro, como se alguém com dois neurônios funcionais ainda acreditasse que o petismo pretende conter a gastança descontrolada e o inchaço dos cabides sindicais. E essa maquiagem contábil descamba para o mais puro cinismo eleitoral.
A prova cabal dessa decadência explodiu no manual interno que os militantes distribuíram pelo WhatsApp com instruções de guerrilha digital. O documento orienta a patrulha ideológica a esconder o símbolo do partido, fingir moderação e abordar parentes e idosos apenas se eles garantirem o voto no mandatário. Pois é, se o seu avô pretender votar na oposição, a ordem expressa da cartilha é deixá-lo em casa sem auxílio de transporte. Essa gente que adora posar de defensora da democracia opera no pragmatismo mais rasteiro e desavergonhado. Quando o voto jovem minguou porque a juventude acordou para a armadilha do assistencialismo, restou aos comitês apelar para a coerção moral dentro da própria família. Parece piada, mas não é. Essa hipocrisia descarada só escancara o descompasso entre a bolha partidária e a vida real das pessoas.
Repare bem na empáfia desse aparato partidário ao tentar ditar o que a população comum deve pensar. Enquanto o manual manda o militante pagar de sensato e fazer perguntas simuladas para fingir empatia com quem votou na terceira via, a cúpula passa o dia nas redes destilando preconceito contra o trabalhador autônomo, zombando do motorista de aplicativo e rotulando o pequeno empreendedor como alienado. Essa desconexão grotesca cobra o preço nas urnas. O mapa eleitoral do país clareou para a direita, furando redutos históricos e encolhendo os currais eleitorais tradicionais. Nem a ameaça de inflação ou o terrorismo psicológico da imprensa chapa-branca conseguem convencer o pagador de impostos a continuar sustentando a farra dos parasitas de Brasília. E é justamente diante desse abismo que o desespero partidário atinge níveis surreais.
A verdade é que essa turma se acostumou tanto a aparelhar os fundos de pensão, a Petrobras, a Embrapa e os Correios com sindicalistas pelegos que perdeu completamente o contato com a realidade do pagador de impostos. Eles achavam mesmo que a população engoliria mais quatro anos de estagnação, inflação na gôndola do mercado e aumento desenfreado de taxas sobre importações sem cobrar a conta na primeira oportunidade. A máquina pública pode espernear, inventar cartilhas ridículas e tentar ressuscitar marqueteiros condenados, mas a revolta silenciosa de quem carrega esse leviatã nas costas é uma força que nenhuma reunião de emergência entre burocratas consegue conter. E quanto mais eles forçam essa farsa, mais evidente fica o esgotamento do modelo.
E sabe o que é mais cínico nisso tudo? Eles realmente acreditam que o povo é incapaz de somar um mais um. O governo gastou quatro anos distribuindo cargos para a companheirada, sufocando a produção com regulação asfixiante e gastando fortunas em publicidade para vender um paraíso que só existe nos palácios de Brasília. Agora que a fatura eleitoral chegou e a rejeição bateu no teto, o plano de contenção de danos é empurrar o mesmo veneno embrulhado em papel novo, apelando até para chantagem emocional barata com santinhos religiosos. Não adianta convocar reunião de emergência quando o produto que você vende é pura pilhagem estatal travestida de justiça social. A conta sempre chega, e desta vez o caixa quebrou de vez.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Eles acham mesmo que o cidadão esmagado por tributos vai cair no mesmo conto do vigário só porque a corte trocou o marqueteiro da vez?
A lição que fica é cristalina: não coloque suas esperanças na política partidária nem espere salvação de urnas e gabinetes. A única saída real é a soberania individual, descentralizando seus recursos, protegendo sua família e blindando seu patrimônio contra a voracidade sem limites do leviatã. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.