BRASIL E MUNDO — Abertura

Os dirigentes do futebol brasileiro simplesmente esnobaram a reunião convocada pelo Palácio do Planalto.

O governo achava que podia usar os presidentes de clubes como garotos-propaganda eleitorais enquanto destrói o fluxo de caixa do esporte.

Mais do que um simples boicote político, a fatura bilionária dessa brincadeira vai sobrar inteira para o seu bolso, e o detalhe que a grande imprensa esconde muda todo o tabuleiro econômico atual.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

O roteiro é sempre o mesmo e segue religiosamente a cartilha da intervenção estatal desastrosa na economia privada. O Estado cria uma medida intervencionista de última hora, atropela contratos firmados de boa-fé e depois tenta posar pateticamente de salvador da pátria em palanque eleitoral. A canetada tresloucada que baniu de maneira abrupta as plataformas de apostas esportivas cortou violentamente a principal fonte moderna de receita de publicidade, patrocínio master e direitos de transmissão dos clubes brasileiros. Enquanto isso, ligas profissionais de futebol do mundo inteiro, desde os gigantes tradicionais da Europa até os hermanos na Argentina, continuam operando livremente sob arcabouços regulatórios claros, injetando milhões e milhões para atrair e reter os melhores talentos do mercado global. O resultado prático dessa miopia burocrática e autoritária é absolutamente previsível: fuga em massa de craques para o exterior, perda drástica de competitividade técnica e o enfraquecimento inevitável do futebol nacional, transformando o nosso principal campeonato num produto de segunda linha, desvalorizado e sem qualquer apelo internacional.

Parece piada de mau gosto ou roteiro de comédia pastelão, mas é a pura e nua realidade da incompetência administrativa que assola a máquina pública. Questionado abertamente sobre o rombo financeiro colossal gerado por sua própria caneta irresponsável, o Planalto mandou os times simplesmente se virem por conta própria, alegando cinicamente que o Brasil já ganhou Copas do Mundo no século passado sem precisar desse dinheiro de patrocínio privado. É a clássica e repugnante arrogância burocrática de quem nunca gerou um único centavo de lucro líquido na iniciativa privada e desconhece completamente o funcionamento básico de um fluxo de caixa corporativo. Se o governo fosse uma empresa real, de capital aberto, gerida com esse nível criminoso de irresponsabilidade primária e proibisse seus clientes e parceiros de operarem da noite para o dia sem justificativa técnica válida, estaria completamente falida em pouquíssimas semanas. Mas, como o Estado detém o monopólio legal da coerção e da violência institucional, quem paga o pato, sofre as consequências e arca com o prejuízo financeiro é sempre o cidadão cativo e o pagador de impostos.

E sabe o que é ainda mais cínico e revelador nessa história toda de bastidores de Brasília? O governo tentou desesperadamente agendar uma reunião relâmpago de última hora para forçar uma foto oficial com os dirigentes, tentando convencer o eleitorado desatento de que está tudo sob absoluto controle e que a gestão atual cuida com carinho do esporte nacional. Os presidentes de clubes, no entanto, perceberam perfeitamente a armadilha marqueteira e eleitoreira e furaram o encontro coletivamente, usando desculpas esfarrafadas de voos cancelados e agendas incompatíveis apenas para evitar o constrangimento diplomático direto com a Esplanada dos Ministérios. Ninguém com um mínimo de lucidez corporativa quis colar a própria imagem ao Titanic político que se tornou essa administração federal.

Além do estrangulamento financeiro imediato e asfixiante dos clubes de futebol, essa medida provisória irresponsável abriu uma verdadeira caixa de pandora jurídica de proporções titânicas e imprevisíveis. Estamos falando de dezenas de empresas idôneas e sérias que pagaram outorgas federais milionárias de dezenas de milhões de reais cada uma e investiram bilhões em campanhas de marketing, publicidade em horário nobre e infraestrutura tecnológica sob regras oficiais que o próprio governo simplesmente rasgou da noite para o dia sem o menor pudor. Juristas de peso e especialistas em direito regulatório já alertam que o passivo judicial acumulado por quebra arbitrária de contratos, danos materiais severos e lucros cessantes comprovados pode alcançar facilmente a casa de dezenas de bilhões de reais aos cofres públicos, destruindo o pouco que restava de segurança jurídica neste país.

E quem você acha, meu caro amigo que me assiste agora, que vai pagar essa conta bilionária gerada exclusivamente pela incompetência estatal? Não se engane por falsas promessas populistas de gratuidade ou justiça social. Esse dinheiro nunca cai do céu por milagre e jamais sai do bolso intocável dos políticos profissionais. Ele é extraído compulsoriamente e diretamente do seu bolso através de mais impostos escorchantes, inflação descontrolada corroendo o seu poder de compra no supermercado ou taxas de juros estratosféricas que travam completamente o crescimento do país. O Estado cria artificialmente o problema, destrói mercados inteiros que funcionavam sem ajuda governamental e depois apresenta a fatura gorda para o cidadão comum que trabalha honestamente.

No fim das contas, o intervencionismo estatal estatizante prova mais uma vez, empiricamente, que é absolutamente incapaz de gerir qualquer setor complexo da economia sem gerar um caos sistêmico generalizado. Confiar cegamente em soluções mágicas e canetadas autoritárias vindas de Brasília é garantia matemática de prejuízo certo para a sociedade. O mercado é perfeitamente capaz de se autorregular através da livre concorrência, mas a burocracia estatal precisa desesperadamente inventar crises artificiais constantes para justificar seu próprio poder intervencionista e sua sanha insaciável por arrecadação.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

A fatura dessa irresponsabilidade institucional vai chegar via inflação e carga tributária, mostrando que o Estado nunca resolve problemas, apenas os multiplica exponencialmente.

Proteja seu patrimônio, blinde sua família e aposte sempre na descentralização e na liberdade individual, sem esperar absolutamente nada da classe política. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.