BRASIL E MUNDO — Abertura

O circo anual da ONU aconteceu e, como era de se esperar, não produziu absolutamente nenhuma novidade real para a vida de quem paga a conta.

Enquanto a diplomacia estatal gasta tempo e dinheiro público com discursos eleitorais vazios, a grande piada pronta foi a tentativa frustrada de alívio e a rasteira geopolítica nos bastidores.

Mas o detalhe que a grande imprensa fez questão de minimizar envolve uma certa presidente interina da Venezuela batendo continência para o Tio Sam, deixando os velhos camaradas do Foro de São Paulo em completo pânico.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

O ritual da Assembleia Geral começou com o Brasil abrindo a sessão, uma tradição diplomática que já teve dias de glória com figuras históricas como Osvaldo Aranha, mas que hoje serve apenas de palanque ideológico de comício para o Executivo nacional. O discurso brasileiro bateu na tecla da soberania e criticou potências estrangeiras, enquanto tentava disfarçar a frustração diplomática com a recriação de barreiras tarifárias e a ausência completa de qualquer aperto de mão nos bastidores com Donald Trump. Parece piada, mas não é. O Estado brasileiro opera como um péssimo gestor corporativo que briga com o principal cliente e depois reclama quando o contrato é rasgado e as tarifas econômicas voltam com força total para punir a insolvência fiscal. E é preciso destacar o impacto disso na economia real: quando o governo opta por isolar o país diplomaticamente por puro capricho ideológico, quem paga a conta no supermercado e no posto de gasolina é o cidadão comum, que vê o seu poder de compra evaporar enquanto burocratas aplaudem discursos vazios em Nova York.

Do outro lado do balcão internacional, o roteiro seguiu implacável. Trump subiu ao pátio da ONU prometendo rigor absoluto contra cartéis e narcotráfico na América Latina, sinalizando o uso do poderio militar caso necessário e deixando claro que a tolerância com desvios econômicos chegou ao fim. Para coroar o vexame, enquanto o Planalto sonhava em colar sua imagem a acordos salvadores, o governo brasileiro foi solenemente ignorado pelos emissários americanos, provando que o isolamento diplomático cobra um preço alto demais. Essa postura de confrontação gratuita demonstra uma miopia política impressionante, pois ignora completamente as cadeias globais de suprimento e a dependência de investimentos externos para manter qualquer resquício de crescimento econômico sustentável no país.

O verdadeiro terremoto geopolítico, no entanto, veio da rota de colisão protagonizada por Delcy Rodríguez. A representante venezuelana não apenas discursou na ONU, mas garantiu um encontro bilateral direto e histórico com o próprio governo norte-americano, chamando o momento de cooperação pragmática e deixando o aparato socialista completamente atônito. O mecanismo técnico é simples e perverso: quando a insolvência bate à porta e o caixa do regime petista-bolivariano afunda na miséria absoluta, os donos do poder rapidamente abandonam o discurso anti-imperialista para negociar a própria sobrevivência com quem estava sendo xingado de fascista no dia anterior. É a hipocrisia em seu grau máximo, revelando que para a nomenklatura estatal os princípios morais e ideológicos nunca passam de mera retórica barata usada para manipular massas enquanto os negócios escusos continuam nos bastidores do poder.

Fontes de peso ligadas ao Foro de São Paulo expressaram profundo constrangimento com a desenvoltura da nova gestão venezuelana em solo americano. A velha guarda comunista, ainda presa às comemorações centenárias dos delírios de Fidel Castro em Cuba, percebeu de uma vez por todas que a cartilha revolucionária virou peça de museu insustentável. A analogia corporativa é perfeita: a empresa faliu, os acionistas majoritários brigaram entre si, e o síndico da massa falida está vendendo os móveis da firma para pagar os credores externos, jogando no lixo décadas de retórica panfletária. Essa fissura ideológica escancara o racha definitivo entre a ala pragmática, que precisa de dinheiro fresco para não ser deposta pela fome popular, e a ala dogmática, que prefere afundar na miséria desde que mantenha a pureza doutrinária de araque.

E para coroar o espetáculo da incompetência burocrática, o circo interno continua a todo vapor com debates jurídicos no TSE sobre o uso eleitoral de falas oficiais na propaganda partidária, enquanto a população lida no dia a dia com a inflação galopante, o controle de preços e a censura institucionalizada promovida por togados que acham que podem legislar sobre a realidade econômica. É um ciclo vicioso de intervencionismo estatal que destrói a iniciativa privada, suprime liberdades individuais fundamentais e premia a incompetência administrativa, gerando um ambiente de profunda insegurança jurídica que afasta qualquer investidor sério e condena gerações futuras ao atraso econômico.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

No fim das contas, o aparato estatal continua provando que sua única função real é a autoproteção da casta política, enquanto os castelos de cartas ideológicos desmoronam diante da realidade implacável do mercado.

Proteja sua família, blinde seu patrimônio e aposte na sua própria independência financeira, porque esperar bom senso da burocracia estatal é ilusão cara. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.