BRASIL E MUNDO — Abertura

Os defensores do aparelhamento estatal estão desesperados com o cenário das pesquisas eleitorais. O nome de Flávio Bolsonaro aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto a máquina pública parece totalmente incapaz de reverter essa tendência no debate político.

A turma do poder aposta todas as fichas nas habituais manobras institucionais e jogadas de bastidor para tentar desviar o foco. No entanto, análises qualitativas recentes revelam que o buraco é muito mais embaixo e atinge diretamente a falência da gestão econômica federal.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Segundo levantamentos recentes divulgados pela campanha do PL e analisados no mercado, os dois principais motores do crescimento de Flávio contra Lula não passam pelos tribunais ou escândalos palacianos como as tretas do STF, mas sim pelo custo insuportável dos supermercados e pelo endividamento recorde das famílias brasileiras. É a clássica máxima da gestão pública ineficiente: o governo gasta o que não tem, financia déficits primários absurdos acreditando ingenuamente que superávit fiscal é coisa de banqueiro, e joga a conta nas costas do contribuinte através da inflação corrosionária e de juros proibitivos, enquanto o mandatário finge que responsabilidade fiscal é detalhe menor.

O cidadão comum já entendeu perfeitamente a dinâmica dessa máquina de coerção. Afinal, o brasileiro médio é pragmaticamente ancap por sobrevivência, pois sabe muito bem que o Estado serve apenas para cobrar impostos escorchantes sem entregar serviço algum em troca. Quando o Banco Central se vê forçado a elevar a taxa básica de juros para conter o monstro inflacionário gerado pelo apetite insaciável do Tesouro, quem tem dinheiro sobrando apenas aplica na mamata do rentismo da dívida pública, enquanto o trabalhador comum se afunda em financiamentos com juros agiotas para conseguir colocar o básico na mesa.

A trinca de destruição da gestão atual é implacável: carga tributária sufocante com mais de trinta novos impostos criados ou majorados pela sanha arrecadatória, inflação de alimentos comendo o poder de compra e juros na estratosfera. Os programas assistencialistas propagandeados com tanto ufanismo institucional, como Pé de Meia e distribuições de bolsas, não passam de eufemismos para mascarar a destruição econômica. Distribuir migalhas com uma mão enquanto rouba o futuro da população com a outra através da desvalorização da moeda e do encarecimento generalizado é a receita perfeita para o desastre social absoluto.

Enquanto economias desenvolvidas praticam taxas civilizadas e transparência tributária onde o imposto é visto na ponta da nota fiscal, o modelo estatista brasileiro oculta os tributos no preço final para enganar o pagador de impostos e destrói a classe média. O endividamento das famílias brasileiras não decorre de mera irresponsabilidade individual ou apostas casuais, mas sim da armadilha estrutural criada por juros irreais que recompensam banqueiros e penalizam quem produz. O resultado prático dessa incompetência gerencial é o descontentamento generalizado que hoje se reflete nitidamente nas urnas e na derrocada das narrativas oficiais.

É evidente que a máquina de propaganda oficial vai tentar de tudo para mudar o foco dessa realidade incontestável. Vão fabricar cortinas de fumaça, tentar criminalizar o adversário e recorrer aos velhos truques de prestidigitação burocrática e decisões judiciais para tentar salvar a pele do chefe. Mas nenhum artifício retórico consegue esconder o estrago na geladeira do trabalhador. Quando o custo de vida dispara de forma avassaladora devido à irresponsabilidade fiscal, até mesmo o cidadão mais desatento percebe quem é o verdadeiro responsável pela penúria e pelo arrocho orçamentário generalizado que afeta as famílias.

Estudos internacionais sobre programas de renda assistencial mostram que, no longo prazo, acomodar a população em auxílios estatais sem dinamismo econômico acaba mantendo as pessoas presas na pobreza, enquanto o livre mercado permite a verdadeira ascensão social. Essas esmolas estatais não resolvem a vida de ninguém quando a inflação galopante engole qualquer dinheirinho extra. Essa é a grande lição do espetáculo político: intervenção estatal sempre gera escassez, inflação e miséria sistêmica. O arranjo de poder vigente vive de criar problemas artificiais para vender soluções igualmente parasitárias e dispendiosas.

No fim das contas, a população percebeu que o discurso populista não enche barriga. O governo pode tentar empurrar a culpa para os empresários, para os comerciantes ou para fatores externos, mas a realidade dos fatos é implacável. Enquanto o Palácio do Planalto continuar gastando de forma irresponsável e o Ministério da Fazenda continuar inventando novos tributos velados para bancar o funcionalismo parasitário, a inflação continuará destruindo o orçamento das famílias brasileiras. Nenhuma narrativa de marketing político consegue resistir à prova do carrinho de compras vazio.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

A única saída real para esse hospício tributário é a redução drástica do tamanho do Estado e a defesa intransigente da liberdade individual e do livre mercado. Chega de cair no conto do vigário de salvadores da pátria que só sabem inflar a máquina pública e destruir a nossa economia.

Pense bem antes de depositar qualquer voto em defensores de privilégios estatais e faça sua escolha por quem realmente defende menos burocracia e mais liberdade. Acesse piterapoia.com para conferir as recomendações de candidatos libertários e apoiar o nosso trabalho. Até a próxima.