BRASIL E MUNDO — Abertura
Aqui é Peter Albuquerque do Vale da Liberdade. Olha só que beleza de circo institucional montado na praça dos Três Poderes. Antes mesmo do julgamento do Alexandre de Moraes, o Gilmar Mendes e o Cristiano Zanin resolveram pedir acesso integral ao famoso celular do Vorcaro que está sob custódia da Polícia Federal. É o sonho de consumo de qualquer investigado ter a ficha detalhada do que a polícia sabe sobre seus passos. E o Lula, sem nenhuma vergonha, ainda veio a público confessar que agora que os aparelhos estão nas mãos dos companheiros, a festa dos vazamentos e da chantagem vai comer solta.
A desculpa institucional é sempre a mesma ladainha de transparência e devido processo legal, mas a prática é o velho balcão de negócios estatal onde o monopólio da violência e da informação serve para proteger os amiguinhos e achacar os desafetos. Se o Estado fosse uma empresa privada operando no mercado livre, essa diretoria inteira já estaria falida, processada e na rua da amargura por quebra fiduciária.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
A lógica desse teatrinho burocrático é fascinante para quem gosta de observar a incompetência alheia. O Flávio Dino aparece posando de nobre defensor da justiça universal, exigindo que todo mundo seja investigado ao mesmo tempo para o caso de todo mundo, ou seja, para pizza nenhuma dar em nada. É a velha tática de inchar a burocracia para paralisar qualquer tentativa de responsabilização real. Se você precisa investigar o mundo inteiro para punir um único crime, o resultado prático é a impunidade absoluta garantida por carimbo oficial. Enquanto isso, as evidências sólidas contra o Alexandre de Moraes continuam na gaveta, enquanto os ministros trocam farpas e documentos sigilosos com a imprensa como quem joga baralho na praça.
Para contrabalançar essa festa particular de chantagens e vazamentos direcionados, o Fux e o André Mendonça também correram para pedir o acesso integral ao bendito celular. Mataram a investigação? Ora, a investigação já tinha ido para o vinagre no momento exato em que o Zanin e o Dino decidiram usar o material como ferramenta de pressão política. Agora virou um salve-se quem puder onde todo mundo tem munição contra todo mundo. E o contribufrustrado assiste a tudo isso pagando a conta do aparato policial que deveria servir à segurança, mas que funciona como central de inteligência para joguinhos de toga.
O próprio Lula admitiu com todas as letras que o celular na mão de outros ministros vai servir para expor quem estava com quem, quem foi a encontro clandestino e quais favores foram trocados nos porões de Brasília. É um festival de ineficiência e desvio de finalidade patrocinado pelo imposto que sai do seu bolso. O Estado usa a máquina de coerção não para garantir a paz ou proteger contratos, mas para gerenciar facções internas. E o cidadão comum, que sofre busca e apreensão por qualquer bobagem em ano eleitoral, assiste a essa casta intocável transformar inquérito criminal em reality show de baixaria.
Veja o caso patético levantado contra o André Mendonça só porque ele atendeu um advogado no gabinete dele. O homem atende dezenas de profissionais todos os dias, faz parte do ritual burocrático da função, e ainda votou contra os interesses do próprio Banco Master no processo. Mas tentam colar a pecha de corrupção na marra, enquanto o verdadeiro festival de o anel de compadrio corre solto em outras turmas. É a velha história: o burocrata só grita roubo quando o dinheiro e o poder não passam pela mão dele.
A investigação estatal é, por si só, uma violência brutal contra a liberdade individual. A polícia invade sua casa, leva seus equipamentos, expõe sua vida privada sem critério sólido. Eu mesmo sei o que é isso na pele, sendo processado e investigado estrategicamente sempre que o calendário eleitoral exige um circo midiático para distrair o gado. O Estado precisa criar o monstro do perigo iminente para justificar a própria existência e a arrecadação de taxas abusivas sobre cada litro de suor do trabalhador produtivo.
No fim das contas, ver essa turma de togados e políticos engolatada brigando pelos despojos de um esquema financeiro duvidoso é o retrato mais fiel do fracasso estatal. Eles monopolizam a moeda, criam as leis, controlam a polícia e, no final, usam as provas criminais como moeda de troca em suas negociatas de bastidor. Não existe salvador da pátria nessa corja; são apenas bandidos engatados em cargos públicos que perderam a vergonha de fingir que trabalham para o público.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Portanto, meu amigo, que essa guerra de foice continue nos corredores de Brasília, porque quanto mais eles expõem a podridão uns dos outros, mais fica claro que essa estrutura coercitiva não tem conserto, não tem reforma e não tem salvação. Deixe o seu like, inscreva-se no Vale da Liberdade e lembre-se sempre: o único remédio real para essa palhaçada é menos Estado e mais mercado livre.
Até a próxima, e continue duvidando de cada palavra que sai da boca de qualquer burocrata de plantão.