BRASIL E MUNDO — Abertura

Batendo boca, trocando xingamentos e quase saindo às vias de fato dentro do próprio gabinete presidencial, Jorge Messias e Andrei Rodrigues protagonizaram um verdadeiro barraco em plena luz do dia no Palácio do Planalto.

Enquanto a cartilha oficial tenta vender a imagem de um governo coeso e republicano, a realidade escancara o desespero de uma máquina estatal ruindo por dentro, com o chefe da Advocacia-Geral da União acusando diretamente o diretor da Polícia Federal de espionagem.

Mas o detalhe que a grande imprensa tentou abafar envolve um relatório explosivo da própria Polícia Federal que associa o nome de Messias ao caso Lulinha e aponta um risco gravíssimo para uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal, e eu vou te mostrar agora o tamanho dessa conta.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

A treta começou no dia 4 de setembro, logo após uma cerimônia oficial, quando Jorge Messias enquadrou Andrei Rodrigues na sala presidencial com uma pergunta direta e cheia de hostilidade. Você está me espionando? O chefe da AGU estava convencido de que o aparato de investigação da Polícia Federal estava no seu encalço havia meses, monitorando seus passos e vazando informações estratégicas sobre inquéritos sensíveis, como o caso do Banco Master.

Pois é. Se o Estado fosse uma empresa privada à beira da falência que proibisse o cliente de cancelar o serviço, a diretoria já estaria na rua por pura incompetência de gestão. Mas no monopólio estatal da violência, a burocracia se vira contra os próprios cupinchas do chefe, provando que o poder centralizado é uma forja de traições e conspirações permanentes.

Do outro lado, o chefe da Polícia Federal negou categoricamente o monitoramento na frente de Lula, mas a máscara caiu rapidinho. Dias depois, o ministro André Mendonça tornou público um relatório de mais de setenta páginas da própria PF que desmascara a farsa e detalha o monitoramento cruzado entre os figurões do regime, expondo um grau de desconfiança digno de republiquetas de banana.

O roteiro é sempre o mesmo e nunca falha na sua previsibilidade trágica. Quando a quadrilha institucional ganha superpoderes para esmagar o cidadão comum, sufocar a economia com tributos extorsivos e perseguir qualquer resquício de oposição, o monstro estatista eventualmente cresce tanto que passa a devorar os próprios criadores e aliados de primeira hora.

O relatório da PF foi muito além da simples arapongagem amadora e colocou na mesa o risco político e jurídico de indicar Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, vinculando explicitamente seu nome a investigações espinhosas como o caso Lulinha e até a matrizes religiosas comuns com aliados do alto escalão. É o sujo falando do mal-lavado em uma briga de foice no escuro pelo controle absoluto das sinecuras da República.

E sabe o que é mais cínico e revelador nisso tudo? O presidente, supostamente o homem mais poderoso do país, sentou-se na cadeira principal e assistiu a toda essa baixaria em absoluto silêncio, acuado e completamente impotente, incapaz de demitir qualquer um dos dois porque simplesmente perdeu de vez as rédeas do próprio governo que diz liderar.

O ápice dessa comédia pastelão institucional aconteceu quando Andrei Rodrigues foi afastado temporariamente por André Mendonça, recorreu por fora a Flávio Dino e conseguiu reverter a decisão em tempo recorde, ignorando completamente o suposto superior hierárquico na AGU e mostrando que quem manda de verdade são as corporações armadas e blindadas contra o controle civil.

Parece piada de mau gosto, mas é apenas a rotina kafkiana da nossa burocracia estatal vampírica. O cidadão trabalhador paga a conta de trilhões em impostos todos os anos para sustentar essa corja que só se movimenta para proteger privilégios obscenos, acobertar desvios e apurar nos bastidores quem vai morder a maior fatia do bolo do erário.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Fica evidente que o descontrole no Palácio do Planalto não é um acidente de percurso, mas o resultado lógico de um arranjo de poder baseado na desconfiança mútua e na rapinagem institucional, onde o contribuinte serve apenas de vaca de leite para alimentar essa disputa intestina.

Por isso, nunca espere soluções mágicas ou honestidade dessa corja política; a única defesa real que você tem é proteger o seu patrimônio, blindar a sua família e buscar a máxima descentralização possível da sua vida financeira e pessoal. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.