BRASIL E MUNDO — Abertura

A imprensa militante conseguiu bater o próprio recorde de amadorismo ao fabricar uma narrativa com data de validade de exatos sessenta minutos. Lançaram uma suposta denúncia bombástica tentando vincular um jatinho executivo à festa de aniversário da filha do senador Flávio Bolsonaro em Angra dos Reis.

A versão divulgada pelo portal ICL Notícias parecia o furo do século para consolar militante desiludido com o cenário eleitoral. O único detalhe é que a aeronave em questão nem sequer estava no ar na data alegada — estava estacionada dentro de uma oficina de manutenção em Sorocaba.

Só que o desespero foi tanto que os militantes fantasiados de jornalistas usaram um vídeo gravado exatamente três anos antes, achando que ninguém notaria o truque. Eu vou te mostrar agora como o aparato de propaganda estatal opera em pânico total quando percebe que a narrativa oficial caducou.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

O enredo dessa opereta começou quando a matéria publicou com grande estardalhaço que um jatinho Embraer Phenom 300, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, teria pousado em Angra dos Reis no dia quinze de fevereiro. O objetivo explícito era associar o voo a uma celebração familiar do senador Flávio Bolsonaro. No entanto, a apuração desastrosa durou menos que o tempo de um cafezinho. O perfil especializado Aeroin rapidamente apontou o erro grotesco: no dia alegado da reportagem, o avião prefixo PT-PVH estava imóvel em Sorocaba passando por revisão técnica, e as imagens exibidas eram um registro de dois mil e vinte e três.

Desmascarados em praça pública antes mesmo do meio-dia, o autor e o veículo apagaram as publicações nas redes e soltaram uma errata constrangedora. Tiveram que admitir textualmente que o vídeo gravado era de três anos atrás e que não existia absolutamente nenhuma evidência de que a família do parlamentar estivesse a bordo ou que o pouso tivesse qualquer relação com o evento privado. É o clássico padrão da desinformação desesperada: lança-se a ilação leviana na rede para abastecer a militância e, quando o fato desmorona diante dos dados objetivos, faz-se um recuo silencioso nas notas de rodapé.

Repare bem na engrenagem por trás desse espetáculo ridículo. A esquerda percebeu o avanço da oposição nas pesquisas e a erosão acelerada do atual governo no poder. Para evitar o desânimo generalizado dos cabos eleitorais — aqueles que militam na expectativa de abocanhar um cargo comissionado numa secretaria municipal —, o aparato comunicacional precisa fabricar bombas diárias. O roteiro é sempre o mesmo. Prometem um escândalo demolidor para o fim de semana seguinte só para manter a tropa motivada na rua, mesmo que para isso seja preciso resgatar um vídeo antigo e tentar vendê-lo como furo atual.

É uma jogada patética. Se o Estado e os seus porta-vozes fossem uma empresa privada disputando clientes no mercado aberto, já teriam entrado em falência fraudulenta por entrega de produto estragado. Pense num prestador de serviço que promete uma entrega crucial ao consumidor, cobra caro via impostos e subsídios indiretos, e entrega uma caixa vazia embrulhada em papel velho. Numa economia livre, esse negócio quebraria na mesma semana, porque o cliente simplesmente cancelaria a assinatura e buscaria a concorrência. Mas na política partidária estatal, a impunidade do monopólio permite que a farsa continue em cartaz.

O mais cínico nessa tentativa atropelada de criar uma narrativa contra a oposição é o momento em que ela acontece. Essa cortina de fumaça grotesca tentou ofuscar o desgaste real do próprio ecossistema estatista, onde figuras de ponta do judiciário foram flagradas em voos executivos desmentindo as próprias declarações oficiais. Quando a realidade nua e crua expõe os privilégios dos donos do poder na capital federal, a ordem no aparato de comunicação é arrumar qualquer distração — mesmo que seja um avião fantasma que pousou três anos atrás no lugar errado. Eles acham que o pagador de impostos não percebe o truque?

A verdade inconveniente para a burocracia de Brasília é que o público já aprendeu a traduzir esse jargão partidário. Cada acusação sem pé nem cabeça que cai por terra em menos de duas horas serve apenas para escancarar o grau de falência moral dos que tentam controlar a informação centralizada. A máquina pública gasta recursos astronômicos para sustentar o seu monopólio de narrativa, mas esbarra na descentralização da rede e na checagem individual promovida pela própria sociedade. Não há verba publicitária ou apadrinhamento governamental que consiga sustentar uma mentira factual quando os dados estão ao alcance de qualquer indivíduo atento.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

O desespero da militância estatal é a prova cabal de que eles perderam o controle sobre o debate público e a capacidade de enganar o cidadão comum. Quando o aparato de propaganda precisa apagar a própria matéria em menos de sessenta minutos por falta de vergonha na cara, fica claro que a estrutura oficial ruiu.

Não espere lucidez ou honestidade do aparato político nem dos veículos subvencionados pelo poder central; a sua única defesa real é blindar o seu patrimônio, buscar a independência financeira e proteger a sua família das loucuras do Estado. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.