BRASIL E MUNDO — Abertura
O crime organizado enviou uma carta escrita à mão ao Supremo Tribunal Federal prometendo instaurar um "salve geral" no país caso a CIA capture Marcola e Fernandinho Beira-Mar. É isso mesmo. Lideranças do PCC e do Comando Vermelho acionaram a mais alta corte brasileira sob o pavor absoluto de serem arrastados para uma prisão americana.
Repare na ironia da situação. As facções que controlam territórios inteiros e ignoram solenemente a polícia local correram para o STF pedindo habeas corpus preventivo contra o governo dos Estados Unidos. Eles agem exatamente como a burocracia de Brasília: acham que uma canetada de ministro tem poder extraterritorial sobre o Tio Sam.
Mas a informação que a imprensa tradicional fez questão de enterrar nas notas de rodapé revela o verdadeiro motivo desse pânico generalizado no narcoestado. O governo brasileiro acaba de decretar sigilo de quinze anos sobre os papéis diplomáticos trocados com Washington a respeito dessas facções, e eu vou te mostrar agora o tamanho dessa conta.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
O recurso impetrado no STF invoca garantias constitucionais e ameaça tocar o caos com queima de ônibus e rebeliões em presídios se os chefões do narcotráfico forem alvos de operações americanas. No papel, os advogados alegam que os criminosos foram enquadrados injustamente como terroristas pelas autoridades dos Estados Unidos. A verdade nua e crua é que o crime organizado no Brasil nunca teve medo do judiciário local — que concede indultos e saidinhas sistemáticas —, mas treme nas bases ao encarar a jurisdição de quem não aceita o jogo de cartas marcadas de Brasília.
E qual foi a reação do palácio do planalto diante desse cenário desastroso? Em vez de comemorar a pressão internacional contra o crime, o governo Lula colocou em sigilo de quinze anos os telegramas da embaixada brasileira nos Estados Unidos. Trata-se do período exato em que o Brasil tentou convencer a Casa Branca a não classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A justificativa oficial para esconder os documentos é a segurança da sociedade e o risco às relações internacionais. É a velha maquiagem burocrática para esconder uma postura diplomática humilhante.
O roteiro é sempre o mesmo. Enquanto o presidente da República vai a eventos públicos relativizar o narcotráfico — alegando que terrorismo de verdade foi a quebradeira do oito de janeiro —, as facções brasileiras expandem suas operações internacionais. O cinismo atinge o ápice quando o Estado trata vândalos de patrimônio como ameaça global, mas exige tratamento humanitário para cartéis que fuzilam agentes públicos e dominam bairros inteiros. No fundo, o governo opera como um monopólio ineficiente que tenta proteger seus piores prestadores de serviço contra a concorrência externa.
A urgência de Washington não surgiu do nada. O avanço agressivo do PCC e do Comando Vermelho no território boliviano acendeu o alerta vermelho nos Estados Unidos. Como a Bolívia agora conta com um governo focado no combate ao narcotráfico, a cooperação com os americanos foi imediata. As facções brasileiras estão recrutando cidadãos na fronteira e exportando o caos para os vizinhos, transformando a região em um entreposto internacional de drogas e armas. O problema transbordou e a conta finalmente chegou para os barões do crime.
Para conter essa expansão, os Estados Unidos já confirmaram o envio de drones MQ-9 Reaper para a América do Sul. Estamos falando de aeronaves não tripuladas de alta precisão, vindas diretamente de operações na África para caçar narco-estruturas na Bolívia. É por isso que os chefões das facções e seus protetores políticos em Brasília estão em estado de choque. Se o Estado brasileiro fosse uma empresa privada, estaria em falência fraudulenta, proibindo o cliente de cancelar o contrato enquanto o patrimônio é destruído por gangues protegidas pela burocracia.
E sabe o que é mais cínico nisso tudo? O autor do pedido no STF alegou que as facções teriam mais facilidade de armamento por causa de gestões anteriores. Mas ele se esquece de um detalhe fundamental: a população cumpridora de deveres também se armou e não aceita mais ser refém pacífica. A narrativa de controle estatal ruip por completo. O pânico de Marcola, Beira-Mar e da classe política não é pela paz pública, mas pela perda iminente do controle narrativo e territorial diante de uma intervenção estrangeira cirúrgica.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
No fim das contas, a ameaça de um "salve geral" é o espetáculo previsível de um sistema em colapso. O cartel teme a CIA porque sabe que não pode subornar ou chantagear drones de alta precisão, enquanto o governo esconde telegramas por vergonha de ter advogado a favor de criminosos nas mesas internacionais.
Não espere nada da política partidária nem da burocracia estatal para garantir a sua paz. A única defesa real e legítima é a sua soberania individual, a proteção do seu patrimônio e a blindagem da sua família à margem desse teatro grotesco. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.