BRASIL E MUNDO — Abertura
A cúpula nacional do PT puxou o freio de emergência, mandou cortar a verba da campanha de Fernando Haddad ao governo paulista e já iniciou as demissões da equipe de marketing a duas semanas da eleição.
Enquanto a propaganda oficial vende harmonia e união partidária, o clima nos bastidores do governismo lembra um velório em câmara lenta — com aliados admitindo abertamente o desastre nas urnas e procurando o primeiro bode expiatório disponível.
Mas o detalhe escuso que a imprensa tradicional tratou como mero atrito paroquial expõe um racha muito mais profundo na máquina de Brasília, e eu vou te mostrar agora como o plano de poder ruiu por dentro.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Repare no mecanismo prático da sangria partidária. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral, o PT já havia transferido quinze milhões de reais do fundão eleitoral — aquele dinheiro arrancado compulsoriamente do seu bolso — direto para a campanha paulista. Desses recursos, mais da metade, cerca de cinquenta e três por cento, foi repassada para contratar a agência histórica de propaganda da própria legenda. Agora, com a água batendo no pescoço e a liderança isolada de Tarcísio de Freitas em São Paulo, a ordem de Brasília foi estancar os pagamentos, cancelar o impulsionamento digital e desmontar a estrutura restante.
A lógica do sacrifício político aqui é cristalina. Haddad aceitou uma missão declaradamente suicida para garantir um palanque forte no maior colégio eleitoral do país, permitindo que a chapa federal disputasse voto a voto o território que decidiu a corrida de 2022. O ex-ministro abriu mão de uma vaga garantida no Legislativo para servir de anteparo aos interesses do partido no estado. Só que no primeiro sinal de tempestade eleitoral, a mesma cúpula que encomendou o sacrifício retira o oxigênio financeiro do aliado e o abandona na estrada sem nenhum pudor.
Parece piada de mau gosto, mas o roteiro estatal é exatamente esse. Se o governo operasse como uma empresa privada, essa gestão seria o retrato perfeito de uma diretoria falimentar que torra os recursos dos clientes cativos em filiais inviáveis e depois culpa o gerente regional pelo rombo financeiro evidente. Quando as metas não fecham, a firma estatal não reduz custos estruturais nem revê seus produtos obsoletos — ela apenas queima os operadores de ponta para tentar blindar o chefe do conselho que se recusa a aceitar a própria decadência mercadológica.
E sabe o que é mais revelador nessa dança de cadeiras? O chamado efeito incumbência simplesmente evaporou. Em teoria da ciência política clássica, quem senta na cadeira presidencial tem o cofre nas mãos, distribui benesses de curto prazo, reajusta repasses de assistência social e usa a caneta para comprar popularidade na reta final. No entanto, os colunistas da grande imprensa já admitem perplexos que o ocupante do Planalto estacionou e não decola nas pesquisas. Não há mágica contábil que reverta o esgotamento de um modelo carcomido que só entrega inflação, insegurança jurídica e privilégios corporativos.
Aí vem analista de jornal afirmar que o governo atravessou a praça para entrar de gaiato na crise do Judiciário. Ora, tenha paciência. Essa simbiose entre o Executivo e os gabinetes das cortes superiores nunca foi um acidente de percurso; ela foi o próprio alicerce que sustentou todo o arranjo institucional recente. Quando surgem escândalos envolvendo banqueiros, contratações suspeitas e conexões escusas com ministros de Estado, não existe surpresa para quem entende como funciona o cartel de Brasília. O problema é que a conta desse conluio finalmente chegou para cobrança pública.
Quem esperava um estadista encontrou um líder político cercado apenas por assessores submissos, incapazes de apresentar qualquer ideia que destoe da cartilha corporativista dos anos noventa. O resultado prático dessa bolha partidária é a absoluta perda de contato com a realidade do pagador de impostos, que assiste à destruição contínua da moeda e ao estrangulamento da atividade econômica privada. O eleitor não precisa de teorias complexas para perceber que a qualidade de vida desabou e que o custo para sustentar a burocracia federal ficou insuportável.
O que nós estamos assistindo, portanto, é a antecipação covarde do veredito interno. Ao perceber que a reeleição escorre pelas mãos diante da rejeição popular avassaladora, os caciques do partido já escolheram quem vai pagar a conta moral do fracasso. Haddad entrou como voluntário nessa barca furada e agora vai levar a culpa solitária pelo colapso de um projeto que já nasceu condenado pela própria arrogância. Eles acham mesmo que o público não percebe essa manobra tosca de descarte de aliados?
BRASIL E MUNDO — Fechamento
A decomposição do governismo em praça pública serve apenas para demonstrar que o aparato estatal não tem lealdade, decência ou plano real para o país, limitando-se a uma guerra feroz pela preservação de cargos e privilégios orçamentários.
Enquanto eles brigam pelos restos do poder e descartam seus próprios soldados, cabe a você blindar seu patrimônio, proteger sua família e buscar refúgio longe do alcance da insanidade tributária desse modelo falido. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.