BRASIL E MUNDO — Abertura

O Partido Liberal simplesmente explodiu nas assembleias legislativas do país, saltando de cento e vinte e seis para duzentos e doze representantes em quatro anos.

A máquina estatal adora fingir que nada muda, mas o tabuleiro de xadrez das legislaturas estaduais sofreu um terremoto político sem precedentes nesta eleição.

Mas o detalhe que a grande imprensa fez questão de enterrar nas notas de rodapé revela quem realmente puxou essa enorme onda de votos, e eu vou te mostrar agora o tamanho dessa fatia do poder.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Quando olhamos friamente para a planilha de assentos nas assembleias estaduais, os números mostram uma concentração brutal de forças e um verdadeiro colapso das siglas tradicionais que parasitam o orçamento público há décadas. Enquanto o PL ganhou oitenta e seis novos assentos, saltando de cento e vinte e seis para duzentos e doze representantes, o PT rastejou com um crescimento pífio de apenas vinte e quatro lugares, enquanto siglas tradicionais como o PSDB praticamente evaporaram do mapa com menos trinta cadeiras e o PDT sofreu um baque histórico perdendo espaço relevante em redutos do Nordeste e Sudeste. O mecanismo técnico é simples: o Estado continua o mesmo monopólio de coerção de sempre, mas o fluxo de novas cadeiras mudou de mãos de forma drástica, reconfigurando completamente a base de sustentação ou de oposição aos governadores locais. E o Partido Novo também dobrou sua presença, saltando de doze para vinte e quatro deputados estaduais, provando que existe um apetite crescente por alternativas liberais e conservadoras ao clubinho corporativista de sempre. Contudo, a verdadeira artilharia pesada veio de outro lugar, e os dados detalham exatamente quem movimentou essa massa avassaladora de eleitores por todo o país.

O grande motor dessa expansão toda tem nome e sobrenome: Nikolas Ferreira, que consolidou sua posição como o deputado federal mais votado da história do Brasil, superando recordes anteriores e usando sua capilaridade digital incomparável para transferir votos em cadeia para dezenas de jovens líderes estaduais por todo o território nacional. É a velha história dos incentivos perversos e da eficiência mercadológica aplicada à política: enquanto a esquerda aposta em burocracias arcaicas, sindicatos falidos e palanques empoeirados financiados pelo fundo partidário, a nova direita entendeu que alcance orgânico nas redes vale muito mais do que qualquer estrutura partidária tradicional. Em São Paulo, a novata Eduarda Campopiano e outros nomes puxaram votações expressivas, enquanto em Santa Catarina tivemos lideranças como Ana Campagnolo e Carol de Toni quebrando recordes históricos de votação feminina, desmascarando completamente a narrativa furada e repetitiva da imprensa hegemônica de que a direita seria antemulheres. O aparato estatal tenta aplicar pechas ideológicas e rótulos pejorativos, mas a urna simplesmente desmanchou essa falácia oficial com números irrefutáveis, e esse bloco consolidado agora vai infernizar a vida dos governadores da oposição que só pensam em aparelhar a máquina pública e taxar o cidadão produtivo sem qualquer pudor.

Faça as contas frias da gestão pública e pense nisso como uma analogia corporativa: ter maioria ou bancadas fortes nas assembleias estaduais significa simplesmente colocar areia pesada nas engrenagens de quem quer desviar recursos, aprovar empréstimos bilionários sem garantia e inflar a máquina estatal com novos impostos para financiar privilégios de casta. Se o Estado fosse uma empresa privada de fachada falida, o cliente estaria correndo para cancelar a assinatura e pedir o dinheiro de volta imediatamente, mas como o imposto é roubo legalizado e extorsão institucionalizada, a única forma de defesa temporária do contribuinte é criar atritos institucionais intransponíveis contra os projetos de despesa descontrolada dos governadores estatistas. Com a direita podendo alcançar até dezoito dos vinte e sete estados em termos de governos alinhados e bases legislativas robustas em estados estratégicos como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Goiás, a capacidade do aparato burocrático de aprovar novas taxas e aumentos de ICMS sem resistência cai drasticamente, criando um bloqueio fiscal precioso para quem produz, gera riqueza e paga a conta no mundo real, blindando o bolso do cidadão contra a sanha arrecadatória insaciável de burocratas e fiscais.

Mas não se engane nem por um segundo achando que a mera troca de caciques nas assembleias vai salvar o seu patrimônio por milagre. A estrutura estamental foi desenhada desde a constituição de 1988 para se autoalimentar, independentemente de quem oponha resistência no plenário. O que essa onda legislativa realmente faz é expor as entranhas do sistema e minar a governabilidade de governadores perdulários que contavam com votações simbólicas para aumentar tributos de madrugada. Quando a sociedade percebe que pode usar os próprios mecanismos do sistema contra o leviatã, a hegemonia cultural do estatismo começa a trincar de forma irreversível. A briga nas assembleias estaduais é apenas o reflexo do cansaço do pagador de impostos, que não aguenta mais sustentar lagostas, mordomias e verbas de gabinete enquanto o serviço público prestado continua uma vergonha absoluta.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Afinal, com essa nova configuração nas assembleias estaduais, você realmente acredita que a máquina pública vai parar de inventar taxas ou apenas mudou o dono da caneta que assina o seu prejuízo?

A única saída real para o indivíduo nunca foi esperar a benevolência de quem está sentado na cadeira de deputado, mas sim blindar o próprio patrimônio e apostar na descentralização da sua vida longe das garras do Estado. Eu sou Peter Albuquerque para o Web Jornal Vale da Liberdade. Até a próxima.