BRASIL E MUNDO — Abertura
Olha só, o noticiário político nos traz mais um capítulo espetacular daquela comédia burocrática que chamamos de Supremo Tribunal Federal. A grande questão posta na mesa é se o presidente da corte, Edson Fachin, vai ter coragem de arquivar a acusação absurda armada contra o ministro André Mendonça.
Enquanto isso, a turminha do barulho quer tumultuar a pauta e chantagear o próprio tribunal para salvar o coleguinha. É o puro suco do corporativismo estatal em pleno funcionamento.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos relembrar os fatos sem eufemismos burocráticos. O André Mendonça teve a ousadia de expor uma investigação da Polícia Federal que apontava indícios comprometedores envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e um certo financista. Não se tratava apenas de suposições vazias, mas de evidências de que o escritório da esposa de Moraes recebeu repasses financeiros suspeitos, além de indícios claros de atuação para beneficiar o mesmo operador em negócios escusos. Para tentar equilibrar o jogo e criar cortinas de fumaça, a máquina estatal produziu um relatório apócrifo, sem assinatura, sem timbre e sem nenhum valor probatório legal, acusando o próprio Mendonça de parcialidade por supostamente mandar investigar. É uma piada de mau gosto financiada com o dinheiro do pagador de impostos, onde a retaliação explícita substitui o devido processo legal.
O plano inicial era claro: criar um circo midiático escalonado, julgando Alexandre de Moraes em um dia e André Mendonça logo em seguida para nivelar por baixo as acusações. Mas o sistema entra em parafuso quando a verdade ameaça furar a bolha da intocabilidade. Agora, diante da pressão e do desgaste generalizado na opinião pública, analistas do Diário do Poder e da Folha sugerem que o caminho mais lógico para Fachin seria simplesmente arquivar essa farsa contra Mendonça. Como o tal relatório não passa de papel rasgado sem validade jurídica, Fachin tem a prerrogativa regimental de eliminar essa aberração de pauta de uma vez por todas, esfriando a tentativa de desgaste político.
Qual é a reação imediata da banda podre da corte diante da possibilidade de o processo seguir seu rumo legítimo? Ameaças explícitas de obstrução de pauta. Ministros como Gilmar Mendes e Flávio Dino já avisaram que, se o caso Mendonça não for votado para servir de palanque, eles simplesmente vão paralisar o tribunal inteiro, bloqueando votações cruciais. Como bem pontuou o jornalista Josias de Souza, estamos assistindo a um verdadeiro '8 de janeiro das togas'. É a clássica ética da máfia aplicada ao serviço público: protege-se o parceiro a qualquer custo, atropelando regimentos, leis e o bom senso, tudo para blindar a nomenklatura de qualquer escrutínio real ou investigação republicana.
O método utilizado por essa turma é o puro tumulto processual. Pedem vistas após votar, inventam questões de ordem mirabolantes, como fez Flávio Dino ao pedir vista tardia após já ter proferido seu voto, e transformam o plenário em um ringue de proteção corporativa. Enquanto tentam blindar os amigos, comparam qualquer tentativa de investigação à extinta Lava-Jato, criando narrativas falsas de que investigar corrupção é um pecado capital contra o establishment. O resultado prático dessa guerra intestina é a destruição total da credibilidade institucional do tribunal, transformando sessões de julgamento em palanques de defesa corporativa e ataques a quem ousa cobrar transparência.
A ministra Cármen Lúcia bem que tentou pontuar o mal-estar cívico gerado na sociedade brasileira, pedindo desculpas e reconhecendo o vexame institucional, mas acabou completamente isolada pelos próprios pares. Eles preferem proteger privilégios e garantir a impunidade a zelar por qualquer simulacro de justiça. É uma vergonha monumental onde a prioridade absoluta é evitar que as próprias lambanças venham à luz do dia diante dos olhos da população. Críticos de plantão nas redes sociais, incluindo publicações e notas no X do próprio Gilmar Mendes, tentaram desqualificar qualquer voz sensata, escancarando o desespero de uma casta que não tolera contrapontos nem mesmo dentro de sua própria sede.
Se Fachin tivesse um mínimo de pulso e coragem gerencial, acataria o conselho dos especialistas, arquivaria essa denúncia vazia de retaliação e puxaria o julgamento da investigação contra Alexandre de Moraes para o dia 23. Com o arquivamento limpo e direto, a questão de ordem levantada pela turma de Dino cairia por terra por perda de objeto, esvaziando a manobra protelatória. O presidente da corte tem o poder de usar o voto de Minerva em caso de empate, aplicando o princípio do indúbio pro societate para iniciar apurações. Mas sejamos pragmáticos: esperar culhão de burocracia estatal é pedir demais da realidade brasileira atual.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
No fim das contas, embora seja bonito imaginar o STF consertando a própria bagunça, a solução real para esse hospício com porte de tribunal nunca virá de dentro. A única saída prática para o cidadão que paga a conta dessa festa é a via política: eleger um bom Senado e deputados decentes para promover o impeachment desses intocáveis via lei e ordem.
Muito obrigado por assistir até o final, deixe o seu like libertário e até o próximo Brasil e Mundo.